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Ovinos |
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Texel |
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ORIGEM - A raça Texel é originária da ilha de mesmo nome, na Holanda, cujo solo é em sua maioria arenoso, sendo em parte acima e em parte abaixo do nível do mar (polder). A vegetação era muito pobre e os antigos ovinos aí existentes eram de pouco desenvolvimento, tardios, pequenos, não eram prolíferos, de velo leve e lã de mediana qualidade, entretanto a sua carne era magra e saborosa. Em fins do século XIX e início do século XX a ovinocultura da ilha começou a sofrer modificações. Graças ao emprêgo cada vez maior de adubação nos solos da ilha, o que veio a proporcionar melhores pastagens, a alimentação dos ovinos melhorou muito. Por esta mesma época os criadores passaram a cruzar as antigas ovelhas locais com carneiros de raças inglesas. Segundo a tradição oral da região, provavelmente foram utilizados reprodutores Leicester, Border Leicester e Lincoln, sendo que também é provável que tenham feito algum uso de carneiros Southdow, Hampshire e Wensleydale. Entretanto, de todas as raças utilizadas, parece que a Lincoln é a que mais influenciou na formação do Texel. Depois de certo tempo de experiência de cruzamentos, os criadores voltaram a utilizar os reprodutores puros da antiga raça da ilha. Graças ao melhoramento da alimentação e mais especialmente ao trabalho bem orientado de um grupo de ovinocultores, que entre outros procedimentos empregaram um bem adequado método de seleção, surgiu na ilha uma nova raça Texel, tal como conhecemos atualmente.
ASPECTO GERAL - Ovino de tamanho médio, tendendo para grande, muito compacto, com massas musculares volumosas e arredondadas, constituição robusta, evidenciando vigor, vivacidade e uma aptidão predominantemente carniceira. Atualmente é considerada uma raça de carne e lã, pois a par de uma carcaça de ótima qualidade e peso produz ainda apreciável quantidade de lã.
CABEÇA - Forte, larga ao nível do crânio, completamente livre de lã, e coberta de pêlos brancos, curtos e sem brilho. O comprimento da cabeça (da ponta do nariz à nuca) deve medir aproximadamente 1,5 vezes a maior largura quando observada de lado. Arcadas orbitais salientes e olhos vivos e bem afastados. Orelhas grandes, inseridas altas, com o pavilhão voltado para a frente e as extremidades levemente projetadas para a frente e um pouco acima da linha de inserção, completamente livres de lã mas coberta de pêlos brancos, curtos e sem brilho. As mucosas nasais, pele entre as narinas, lábios e bordo das pálpebras devem ter pigmentação escura, preferencialmente preta. São admissíveis pequenas pintas nítidas de cor preta nas orelhas e pálpebras Mocha em ambos os sexos.
PESCOÇO - Curto, musculoso, arredondado, bem inserido no corpo e sem estrangulamento na sua inserção com a cabeça.
CORPO - O corpo tem uma estrutura maciça, não muito comprido, sem no entanto dar ao animal uma aparência de petição. As paletas são carnudas e bem afastadas, terminando em uma cernelha larga. Dorso, lombo e garupa são largos e nivelados. A garupa é volumosa e bem nivelada. Os quartos são grandes, carnudos e arredondados, com entrepernas profundos e garrões bem afastados. Um dos pontos notáveis da raça é o posterior que visto por trás tem o formato de um "U" grande e invertido. A cola é bem revestida de lã, devendo ser larga e ter um comprimento que não ultrapasse o garrão.
MEMBROS - Fortes, de comprimento proporcional ao corpo, ossos de bom diâmetro e bem aprumados. A sua estrutura deve harmonizar-se com a robustez do corpo e evidenciar a sua capacidade de suportar um grande peso. Os cascos são bem conformados e pretos.
VELO - De pouca extensão, deixando completamente sem lã a cabeça e os membros dos joelhos e garrões para baixo. Geralmente nem chega a altura dos joelhos e garrões. Cobre bem a barriga. Atinge em média 5 Kg de peso, mechas tem poucas ondulações e terminações com alguma ponta.
LÃ - O diâmetro médio das fibras de lã varia de 27 a 30 micrômetros, o que na Norma Brasileira de Classificação da Lã Suja equivale as finuras CRUZA 1 e CRUZA 2. A lã é branca com uma suarda um pouco cremosa, com rendimento ao lavado de 60%.
APTIDÕES
- Rústica e sóbria, produzindo bem no sistema extensivo e semi intensivo.
- Produz um ótima carcaça, com gordura muito reduzida.
- Precoce. Em condições de pastagens, entre os 30 e 90 dias de idade, os cordeiros machos tem ganhos de peso médio diário de 300g e as fêmeas de 275gramas. Aos 70 dias de idade machos bem formados atingem 27 Kg e as fêmeas 23 Kg.
- Prolífera, pois atinge índices de nascimento de 160%, tendo atingido na França índices de 190 até 200%.
- Os carneiros atingem pesos de 110 a 120 Kg e as fêmeas adultas 80 a 90 Kg, já tendo ultrapassado tais pesos, os carneiros tratados já atingiram 160 Kg e as ovelhas também tratadas, já atingiram mais de 100 Kg.
DEFEITOS DESCLASSIFICATÓRIOS
- Presença de chifres
- Aprumos defeituosos que prejudiquem a performance
- Constituição débil
- Manchas ou fibras pretas no velo
- Manchas pretas na região de pêlos não deve ultrapassar os 15 milímetros de diâmetro
- Velos muito grosseiros, com muitas fibras meduladas
- Malformações bucais |
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Corriedale |
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ORIGEM - O Corriedale originou-se na Nova Zelândia, onde eram comuns os cruzamentos alternativos entre ovinos Merinos, Romney Marsh, Lincoln e Leicester, com a finalidade de produzirem animais com boa produção de lã de finura média, com comprimento de mecha e de carcaças de bom peso e qualidade. Em 1879, o ovinocultor James Little, em seu estabelecimento denominado "Corriedale", na Nova Zelândia, com a finalidade de produzir um ovino de dupla aptidão, carne e lã, escolheu 4.000 ovelhas puras Merinas e as acasalou com 100 carneiros puros Lincoln. Da produção destes acasalamentos James Little selecionou 1.000 ovelhas e 20 machos, acasalou-os. Na produção assim obtida ele fez uma rigorosa seleção, apartando somente os animais cujos caracteres correspondiam plenamente a um ovino de dupla aptidão, num equilíbrio de 50% carne e 50% lã. Através de consanguinidade e seleção fixou o tipo zootécnico e racial que havia programado. Outros criadores, visando os mesmos objetivos de James Little, fizeram cruzamentos do Merino com Leicester e Border Leicester. Admite-se que o atual Corriedale, além de Merino e Lincoln, possue pequeníssima percentagem de sangue Leicester e Border Leicester. O Corriedale foi oficialmente reconhecido como raça pura em 1911 quando foi criado o Flock Boock pela "The Corriedale Sheep Society".
ASPECTO GERAL - O ovino Corriedale tem que ter bom porte e deve dar a impressão de um animal de grande vigor e ótima constituição, que se manifesta em sua conformação, própria para a produção de carne e lã. Deve ostentar um andar ágil e de grande vitalidade, o que lhe confere uma boa capacidade de deslocamento. Sendo um ovino de duplo propósito, com um equilíbrio zootécnico orientado 50% para a produção de lã e 50% para a produção de carne, deve ser um animal muito equilibrado, apresentando um esqueleto bem constituído e um velo pesado, extenso e de boa qualidade.
CABEÇA - Ampla e forte. A do carneiro deve expressar masculinidade: larga, com fossas nasais abertas, boca forte e larga. Sem chifres em ambos os sexos, ainda que botões rudimentares despregadas da estrutura óssea devam ser considerados como defeitos mínimos. As orelhas devem ser de tamanho mediano, de boa contextura, coberta de pêlos brancos. As mucosas, a pele entre as narinas, lábios e conjuntivas, devem apresentar pigmentação escura. É desejável uma boa cobertura de lã na parte superior, mantendo uma cara limpa (livre de lã). Ainda que a desnudez ou a calvície sejam defeitos, também o é a cegueira produzida por excesso de cobertura de lã. É desejável que a cara, ao redor dos olhos e sobre a trompa, seja coberta de pêlos brancos e suaves. Manchas negras no nariz e nas orelhas são considerados defeitos de pouca importância. Manchas escuras ou azuladas na pele ao redor dos olhos e nas mucosas das fossas nasais são consideradas defeitos. Manchas marrons no pêlo ou lã, ao redor das fossas nasais, orelhas ou olhos são defeitos.
DIANTEIRO - Pescoço de comprimento médio largo e forte, formando uma boa nuca ao inserir-se na cabeça. Bem inserido no tronco sem formar depressões com as cruzes. Deve ser levantado para manter a cabeça um pouco mais alta do que a linha de lombo. É desejável que não apresente rugas no bordo inferior, mas são admissíveis se não forem numerosas e nem muito acentuadas. Paletas afastadas e preferencialmente paralelas entre si, niveladas com a linha de lombo. Peito largo, profundo e saliente para a frente, completando uma boa linha baixa, dando ao animal uma aparência maciça.
TRONCO - Deve ser comprido, apresentando uma linha superior nivelada e em continuação com as cruzes e ancas. As costelas profundas devem arquear-se para fora e levemente para cima, a partir da coluna, para logo descerem profundamente até o externo. Deve ter uma boa cobertura de carne no lombo e costelas. Não deve apresentar depressões atrás das paletas e na linha superior.
POSTERIOR - A anca deve formar um retângulo de bom comprimento e largura. Anca muito estrita, curta ou muito inclinada em relação a linha de lombo é considerada defeito grave. Um Corriedale visto por trás deve dar a impressão de um "U" invertido. Quartos separados e profundos, com pernas e entrepernas carnudas e garrões fortes e bem separados.
MEMBROS - Devem ser de comprimento moderado, com bom osso, bem aprumados, bem separados e situados perpendicularmente em relação ao corpo. A abertura das patas dianteiras e das trazeiras deve ser igual. Os ossos das paletas devem ser pesados, retos e de secção transversal oval. Ossos finos e redondos constituem grave defeito. Cascos bem conformados, de bom tamanho e cor escura (preto), embora sejam admitidas algumas raias claras.
LÃ - Velo pesado, uniforme, extenso e com carácter. Cobre bem todo o corpo, com excessão das virilhas e axilas. Mechas relativamente longas, bem constituídas, bem definidas, carnudas, densas e com ondulações pronunciadas e proporcionais a finura das fibras. Lã branca, de bom toque e bem lubrificada. A lã cobre abundantemente os membros locomotores, deixando livre os cascos e formando um garreio de boa qualidade, livre de pêlos e de manchas marrons ou pretas. O diâmetro médio das fibras de lã varia de 26,5 a 30,9 micrômetros, o que corresponde na Norma Brasileira de Classificação de Lã Suja as finuras Cruza 1 e Cruza 2, que na escala de Bradford corresponde de 56´s a 50´s. Nos machos tolera-se uma tendência a um grau mais forte, desde que a lã tenha muito bom toque. Nas fêmeas admite-se a finura PRIMA B, de 25,0 a 26,5 micrômetros, desde que tenham um bom tamanho, velo pesado e demais caracteres raciais bem definidos.
DEFEITOS - "Defeitos que devem desclassificar os reprodutores Corriedale, embora em outros atributos possam ser considerados bons exemplares".
- Defeitos de constituição que afetam a performance
- Deformações bucais
- Excessivas depressões do lombo atrás das paletas, ou outros desvios acentuados da coluna (lordose, cifose e escoliose)
- Cascos ou patas mal conformados
- Membros e tronco muito curtos
- Presença de chifres, ou rudimentos de chifres grandes ou unidos firmemente ao osso do crânio
- Lã muito áspera, muito seca (mal lubrificada)
- Presença evidente de fibras meduladas no velo ou evidência de pelos sobressaindo nas extremidades das mechas
- Manchas marrons ou pretas, ou muitas fibras pigmentadas, em qualquer parte do velo, incluindo cabeça e garreio
- Debilidade de lã, má cobertura, no lombo, cabeça e barriga
- Finuras, tipo e ondulações muito afastados do preconizado no padrão da Raça
- Excessiva variação de finura entre as diversas regiões do velo (desuniformidade)
- Pigmentação muito pobre no focinho, muito rosado ou com pigmentação muito difusa, afastando-se muito do Padrão da Raça
"Existem ainda falhas, defeitos, que devem ser evitados, mas que não desclassificam a ovelha Corriedale":
- Narinas muito fechadas
- Mandícula inferior muito leve
- Pequenas diferenças de pigmentação
- Andar insuficientemente desenvolto
- Cegueira por excesso de lã na cara
- Calvície, pouca cobertura de lã na nuca e topete
- Falhas de cor e constituição das orelhas
- Orelhas caídas
- Divergências menores na aplicação do "Padrão" de formas e com respeito também ao velo
- Alguns pêlos marrons, pouco numerosos, no garreio
- Cascos sem pigmentação escura
- Constituição óssea que deixa a desejar, sem que isto venha a prejudicar a produtividade do animal.
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Hampshire Down |
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ORIGEM - A raça Hampshire Down teve como berço os condados de Wilts, Hants e Dorset, no sul da Inglaterra, região bastante fertil e levemente ondulada, conhecida popularmente como West Downs. Os seus ancestrais eram ovinos primitivos que pertenciam a duas raças: Wiltshire e Berkshire Knots. Os Wiltshire eram grandes, com cara e patas sem lã e com chifres recurvados para trás, os Berkshire Knots possuiam a cara e as patas negras. Ambas apresentavam animais de corpo estreito, com pernas longas, prolíferos, rústicos mas com pouca cobertura muscular. Procurando melhorar a aptidão carniceira destes ovinos, os criadores aperfeiçoaram o sistema de alimentação e iniciaram os cruzamentos com a raça Southdown, que foi introduzida nos rebanhos Wiltshire e Berkshire no início do século XIX. A partir de 1845 o conceito de precocidade, qualidade e engorde modificou o sistema de criação, iniciando o aperfeiçoamento desta raça, cujo principal cultor na época foi Mr. Wm. Humphries, que conseguiu fixar um tipo bastante uniforme mediante o emprego de consanguinidade. Em 1889 foi criada na Inglaterra a "HAMPSHIRE DOWN SHEEP BREDERS ASSOCIATION", com sede em Salisbury, e em 1890 editou-se o primeiro Flock Book do Hampshire Down.
ASPECTO GERAL - Ovino de tamanho grande, conformação harmoniosa e constituição robusta, compacto e musculoso, evidenciando a primeira vista grande definição racial e sua especialização como produtor de carne. É um animal que denota vivacidade, agilidade e desembaraço.
CABEÇA - Grande e larga, mas não tosca. Mocha em ambos os sexos. Deve evidenciar acentuada definição sexual. A lã cobre a cabeça até um pouco abaixo dos olhos, deixando totalmente livra a cara e os lacrimais, sem jamais prejudicar a visão. A cara, as orelhas e todas as demais partes da cabeça que não forem cobertas de lã devem apresentar pêlos escuros aproximando-se do preto. O focinho, lábios e ao redor das pálpebras, devem Ter pigmentação escrua com tendência ao preto. Orelhas longas e espessas, bem implantadas horizontalmente na cabeça, pontas ligeiramente arredondadas.
PESCOÇO - Forte, medianamente comprido, musculoso e bem implantado sustentanto a cabeça erguida sobre a linha superior do corpo.
PALETAS - Paletas fortes, afastadas entre si formando um mesmo plano com os costilhares. Não devem apresentar saliência nem depressões em relação a linha de lombo e costilhares.
PEITO - Largo, bem desenvolvido e profundo.
CORPO - Comprido, profundo e simétrico, com costelas bem arqueadas. Dorso e lombo em linha reta, largos e bem cobertos de carne. Flancos cheios. As cruzes no mesmo nível do dorso e lombo. Anca ampla e nivelada. Cola inserida no mesmo nível do lombo. Quartos profundos, cheios, largos e bem desenvolvidos.
MEMBROS - Comprimento relativo ao corpo, com articulações fortes e bem definidas. Bem aprumados e bem colocados em relação ao corpo. Cascos bem formados e pretos.
PELE - Flexivel e de cor rosada.
VELO - Tem boas extensão, cobrindo bem o corpo, parte da cabeça e membros, até a altura dos cascos, deixando descobertos os joelhos , que são cobertos por pêlos pretos. O velo é denso, mas de mechas curtas e de pouco toque.
LÃ - O diâmetro médio das fibras de lã varia entre 27 e 31 micrômetros, o que na Norma Brasileira de Classificação de Lã Suja corresponde as finuras CRUZA 1 e CRUZA 2, já tendendo para a CRUZA 3 . A lã é branca. As mechas atingem um máximo de 10 cm nos animais de plantel, e 5 a 7 cm nos animais de rebanho. As ondulações são irregulares e pouco nítidas. Há grande tendência ao aparecimento de fibras negras entremeadas no velo, sendo mesmo admissível no pescoço, perto da cabeça, e extremidades; o excesso é considerado defeito.
APTIDÕES
- Raça especializada na produção de carne
- De boa capacidade de adaptação aos diferentes meios e regimes de criação
- Precoce: cordeiros bem alimentados atingem 35 Kg de peso vivo aos 3 ou 4 meses, com rendimentos de carcaça de 45 a 50% com pesos de 14 a 18 Kg
- Carcaça de boa qualidade
- Boa fertilidade e prolífera, atingindo índices de nascimento de 140%
- Muito indicada ainda para cruzamentos industriais.
DEFEITOS
Não serão admitidos os animais que apresentarem os seguintes defeitos:
- Chifres
- Manchas e fibras pretas pelo corpo
- Obstrução do canal lacrimal em função de excesso de lã na cara, dificultando a visão
- Anca muito inclinada, caída
- Quartelas muito inclinadas, sentadas
- Malformações bucais
- Suarda amarelada, lã de cor atípica ou fibras meduladas
- Cascos com manchas brancas
- Pele excessivamente frouxa debaixo do pescoço, formando rugas
- Constituição muito débil
- Desvios acentuados da coluna vertebral
- Órgãos sexuais anormais.
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Ideal |
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ORIGEM - O Ideal é originário da Australia, onde é também conhecido pelo nome de Polwarth. Desde algum tempo já eram conhecidos e muito apreciados os cruzamentos alternativos entre Merinos, Lincoln e Leicester. Com a finalidade de obterem um ovino que mantivesse sempre 3/4 de sangue Merino, com as aptidões desejadas, um grupo de ovinocultores australianos decidiu fixar pela seleção e consanguinidade o tipo desejado, utilizando o seguinte cruzamento entre Merino e Lincoln, ambos puros de pedigree.
ASPECTO GERAL - O Ideal é uma raça orientada mais no sentido da produção de lã, portanto com mais ênfase para os caracteres laneiros; o seu equilíbrio zootécnico é orientado 70% para a produção de lã e 30% para a carne. É um ovino de porte médio, bem constituído, denotando vivacidade e vigor, ostentando um velo volumoso. A sua conformação é bem equilibrada e denota bem suas aptidões de rusticidade e produção de lã fina.
CABEÇA - De tamanho mediano, um pouco alongada sem ser estreita nem pontiaguda. É um pouco erguida, dando ao animal um aspecto vigoroso. Não possui chifres, nem o macho nem a fêmea. São admissíveis, mas não desejáveis, pequenos botões desde que não sejam fixos no osso. Deve ser coberta de lã de boa qualidade até a linha média dos olhos, formando um abundante topete, mas que de maneira alguma prejudique a visão. A cara é completamente desprovida de lã, coberta de pêlos brancos, suaves e brilhosos. Deve ainda ser larga e de bom comprimento. O focinho, ou morro, deve ser largo, com narinas amplas, de cor rosada, igual aos lábios, tolerando-se somente pequenas e poucas manchas pretas ou marrons. Orelhas implantadas horizontalmente, com leve inclinação para trás, guardando boa distância entre si, dando lugar a uma nuca ampla. São de tamanho médio e cobertas de pêlos brancos, finos e suaves, ou de lã curta, tolerando-se apenas pequenas e escassas manchas pretas ou marrons. É preferível que as pálpebras e adjacências estejam livres de pigmento escuros. Qualquer parte da cabeça que não for coberta de lã, com excessão das narinas, lábios e pálpebras, deverá ser revestida de pêlos brancos, finos, suaves e sedosos.
PESCOÇO - De comprimento proporcional ao animal, musculoso e de acordo com o aspecto vigoroso da raça. Bem unido a cabeça e ao tronco. Deve estar coberto de pele lisa, ou com pequenas rugas, mas livre de colares, podendo entretanto apresentar uma prega longitudinal no bordo inferior, desde a garganta até o peito.
PEITO - Largo proeminente e de boa profundidade. A pele que o cobre deverá ser uma pouco "solta", mas preferencialmente sem pregas, tolerando-se um avental discreto.
PALETAS - Paletas em linha com o costilhar e unidas em uma cruz de boa amplitude, em harmonia com o peito, pescoço e aprumos dianteiros. Tem musculatura muito boa para um animal laneiro.
TRONCO - O Ideal tem como objetivo preponderante, principal, a produção de lã fina, de grande qualidade, entretanto não pode ser descuidada a sua aptidão carniceira. Deverá portanto ter um tronco comprido, largo e profundo, com costelas arqueadas. Não deverá ter reentrância entre paletas e costilhares. O dorso, lombo e garupa devem formar uma linha num mesmo nível. Desvios da coluna, dando origem a animais com lordose, cifose ou escoliose, são considerados defeitos graves.
GARUPA - Deve ser ampla, bem proporcional ao tronco. Observando-se o animal de perfil, continuará harmonicamente a linha do lombo, descendo suavemente até o nascimento da cola. Olhando-se de cima, seguirá as linhas laterais do tronco, sem estreitamentos bruscos.
QUARTOS - Bem conformados, musculosos, evidenciando um entrepernas profundo.
MEMBROS - Com bom comprimento, mas nunca em excesso. Ossos fortes, mas não muito grossos. Devem Ter bvons aprumos, de tal maneira que os anteriores correspondam a largura do peito, e os posteriores harmonizem-se com a amplitude da garupa e com a abertura e profundidade do entrepernas. O garreio é de boa qualidade, embora não seja muito volumoso. Os cascos são brancos, tolerando-se umas poucas estrias escuras.
VELO - Volumoso, denso, extenso, com um exterior parelho, muito uniforme quanto a finura, bom caracter e comprimento de mechas. Nos carneiros de plantel atinge 8 a 10 kg, sendo comum pesos bem superiores em animais de galpão. Fêmeas de plantel, bem alimentadas produzem velos de 5 kg, sendo que já se constatou velos com 9 a 10 kg em borregas de cabanha. Fêmeas de rebanho geral produzem 3,5 kg em média, entretanto existem rebanhos de alta seleção e bem manejados em que são atingidas média de 4,5 kg.
LÃ - O diâmetro médio das fibras de lã dos ovinos desta raça varia de 23 a 26 micrômetros, que de acordo com a Norma Brasileira de Classificação de Lã Suja corresponde às finuras AMERINADA, PRIMA A e PRIMA B, e na escala de Bradford corresponde de 62´s a 58´s. De acordo com o Padrão da Raça as finuras do Ideal são PRIMA A e PRIMA B, tolerando-se a finura AMERINADA para fêmeas. O comprimento da mecha, com um ano de crescimento, é de 12 e 13 cm, não sendo aceito nunca menos de 10 cm. Lã de grande suavidade ao tato, devem ser de cor branca, com suarda translúcida e fluídica, bem distribuída. O rendimento ao lavado chega ser superior a 73%. Muito bom carácter, com cerca de 10 a 15 ondulações para 25 milímetros de comprimento de mecha.
APTIDÕES - Raça rústica, prolífera e sóbria. Produz bem no sistema extensivo. Lã de grande qualidade e valor industrial. Em boas condições de alimentação produz um bom cordeiro para o abate, e bom capão.
DEFEITOS
- Constituição débil
- Porte muito reduzido
- Desvios acentuados da coluna dorso lombar
- Malformações bucais
- Mechas de lâ muito curtas
- Falta de densidade de cobertura da lã no dorso, lombo e barriga
- Presença notável de pelos ou de lã muito meduladas em qualquer região do velo
- Acentuada desuniformidade de finura de lã entre diferentes regiões de velo
- Garreios impuros
- Finuras muito afastadas das preconizadas no padrão da Raça
- Suarda muito amarelada, granulosa e mal distribuída
- Velos que até a "meia lã" aparecem como cobertos por uma camada de pelos de maior diâmetro que as fibras de lã e que as ultrapassam, dando a impressão de velos peludos.
- Cascos pretos
- Chifres ou troncos grandes e fixos - Qualquer mancha preta ou marrom, ou mesmo de outra cor em qualquer parte do velo
- Mucosas, pele entre as narinas, lábios ou conjuntivas negras ou muito marrons
- Pêlos grosseiros, gessados, em lugar de pêlos brancos, finos, suaves e brilhantes
- Defeitos de aprumos.
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GERAÇÕES
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SISTEMA DE ACASALAMENTO
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CRIAS RESULTANTES
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F 1
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Carneiros
Merino X Ovelha Lincoln
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Meio
sangue
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F 2
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Carneiro
Merino X Fêmea 1/2 sangue
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3/4 sangue
Merino
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F 3
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Carneiro
3/4 sangue X Fêmea 3/4 sangue
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1ª geração
Ideal
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Aceitáveis no registro de rebanhos da
"Polwarth (Ideal) Associação"
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F 4
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Acasalamentos
consanguineos
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2ª geração
Ideal
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F 5
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Acasalamentos
consanguineos
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3ª geração
Ideal
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Admissíveis para competirem em Exposições
da raça Ideal
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F 6
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Acasalamentos
consanguineos
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4ª geração
Ideal
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F 7
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Acasalamentos
consanguineos
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5ª geração
Ideal
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Aceitáveis nos Livros Genealógicos dos
plantéis da "Polwarth (Ideal) Associação"
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